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Mamas

Hipomastia pós-gravídica: por que a mama esvazia depois da gravidez e o que pode ser feito

Depois da gestação e da amamentação, muitas mulheres percebem a mama menor, mais vazia e às vezes mais baixa. Entenda o que acontece e como a cirurgia pode devolver volume e sustentação.

Dr. Charles Farias · 12 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Dr. Charles Farias no consultório segurando uma prótese mamária

É muito comum ouvir na consulta: "depois que amamentei, a minha mama ficou vazia". Esse quadro tem nome: hipomastia pós-gravídica, a perda de volume das mamas depois da gestação e da amamentação. Ele não é sinal de doença, mas costuma mexer com a autoestima e com a forma como a mulher se vê no espelho e nas roupas.

O que acontece com a mama na gravidez

Durante a gestação e a amamentação, a glândula mamária cresce para produzir leite, e a pele se distende para acompanhar esse aumento. Quando a amamentação termina, a glândula volta a diminuir, às vezes até ficar menor do que era antes da gravidez. A pele, que foi esticada, nem sempre acompanha esse retorno.

O resultado mais frequente é uma mama com menos volume, sobretudo na parte de cima (o colo), com a pele mais frouxa. Em algumas mulheres a mama esvazia sem cair; em outras, a perda de volume vem junto com a queda da mama e da aréola (ptose). O número de gestações, as variações de peso, a genética e a idade influenciam o quanto isso acontece.

Só volume ou volume e queda?

Essa é a pergunta que define o tratamento, e ela só é respondida na avaliação. Na consulta, o Dr. Charles observa a posição da aréola em relação ao sulco da mama, a quantidade e a qualidade da pele, o volume de glândula que restou e as suas expectativas.

  • Perda de volume, sem queda importante: a mamoplastia de aumento, com prótese de silicone, pode repor o volume e preencher o colo.
  • Perda de volume com queda: só colocar uma prótese não corrige a queda, e só levantar a mama não devolve o preenchimento. Nesses casos, a indicação costuma ser a mastopexia com prótese, que reposiciona a mama e a aréola, retira a pele que sobra e repõe volume no mesmo tempo cirúrgico.
  • Queda com volume suficiente: quando a mama ainda tem volume próprio, a mastopexia sem prótese pode bastar.

Recursos para dar sustentação

Em mamas que perderam muito tecido, a sustentação é tão importante quanto o volume. Conforme o caso, o planejamento pode incluir recursos internos para apoiar a prótese e a glândula, como a alça de sustentação muscular e o sutiã interno, e a associação de lipoaspiração na lateral da mama, quando há excesso de gordura nessa região, para desenhar melhor o contorno do colo. No vídeo abaixo, o Dr. Charles explica o planejamento de um caso assim.

Quando é o melhor momento

O ideal é operar depois de encerrada a amamentação, com as mamas já estabilizadas e o peso estável. Planos de novas gestações também entram na conversa, porque uma nova gravidez volta a modificar as mamas. O momento certo para o seu caso é definido na consulta.

O que é importante saber

  • Toda cirurgia deixa cicatriz. Na mastopexia, a extensão da cicatriz é proporcional à pele que precisa ser retirada.
  • Gestações futuras, variações de peso e o próprio envelhecimento continuam agindo sobre as mamas depois da cirurgia.
  • Toda cirurgia plástica pode exigir um complemento, que pode ser realizado somente até 1 ano da cirurgia principal.
  • A recuperação conta com a fisioterapia própria da Perfektion, desde o hospital, e com retornos programados.

Se você se reconheceu neste texto, o primeiro passo é a consulta: é nela que o Dr. Charles avalia o seu caso e explica, com franqueza, o que a cirurgia pode oferecer para você.

Conteúdo informativo, não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados são individuais. Responsável técnico: Dr. Charles Farias de Oliveira, CRM/RS 31.244, RQE 19.987.

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