É muito comum ouvir na consulta: "depois que amamentei, a minha mama ficou vazia". Esse quadro tem nome: hipomastia pós-gravídica, a perda de volume das mamas depois da gestação e da amamentação. Ele não é sinal de doença, mas costuma mexer com a autoestima e com a forma como a mulher se vê no espelho e nas roupas.
O que acontece com a mama na gravidez
Durante a gestação e a amamentação, a glândula mamária cresce para produzir leite, e a pele se distende para acompanhar esse aumento. Quando a amamentação termina, a glândula volta a diminuir, às vezes até ficar menor do que era antes da gravidez. A pele, que foi esticada, nem sempre acompanha esse retorno.
O resultado mais frequente é uma mama com menos volume, sobretudo na parte de cima (o colo), com a pele mais frouxa. Em algumas mulheres a mama esvazia sem cair; em outras, a perda de volume vem junto com a queda da mama e da aréola (ptose). O número de gestações, as variações de peso, a genética e a idade influenciam o quanto isso acontece.
Só volume ou volume e queda?
Essa é a pergunta que define o tratamento, e ela só é respondida na avaliação. Na consulta, o Dr. Charles observa a posição da aréola em relação ao sulco da mama, a quantidade e a qualidade da pele, o volume de glândula que restou e as suas expectativas.
- Perda de volume, sem queda importante: a mamoplastia de aumento, com prótese de silicone, pode repor o volume e preencher o colo.
- Perda de volume com queda: só colocar uma prótese não corrige a queda, e só levantar a mama não devolve o preenchimento. Nesses casos, a indicação costuma ser a mastopexia com prótese, que reposiciona a mama e a aréola, retira a pele que sobra e repõe volume no mesmo tempo cirúrgico.
- Queda com volume suficiente: quando a mama ainda tem volume próprio, a mastopexia sem prótese pode bastar.
Recursos para dar sustentação
Em mamas que perderam muito tecido, a sustentação é tão importante quanto o volume. Conforme o caso, o planejamento pode incluir recursos internos para apoiar a prótese e a glândula, como a alça de sustentação muscular e o sutiã interno, e a associação de lipoaspiração na lateral da mama, quando há excesso de gordura nessa região, para desenhar melhor o contorno do colo. No vídeo abaixo, o Dr. Charles explica o planejamento de um caso assim.
Quando é o melhor momento
O ideal é operar depois de encerrada a amamentação, com as mamas já estabilizadas e o peso estável. Planos de novas gestações também entram na conversa, porque uma nova gravidez volta a modificar as mamas. O momento certo para o seu caso é definido na consulta.
O que é importante saber
- Toda cirurgia deixa cicatriz. Na mastopexia, a extensão da cicatriz é proporcional à pele que precisa ser retirada.
- Gestações futuras, variações de peso e o próprio envelhecimento continuam agindo sobre as mamas depois da cirurgia.
- Toda cirurgia plástica pode exigir um complemento, que pode ser realizado somente até 1 ano da cirurgia principal.
- A recuperação conta com a fisioterapia própria da Perfektion, desde o hospital, e com retornos programados.
Se você se reconheceu neste texto, o primeiro passo é a consulta: é nela que o Dr. Charles avalia o seu caso e explica, com franqueza, o que a cirurgia pode oferecer para você.
Conteúdo informativo, não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados são individuais. Responsável técnico: Dr. Charles Farias de Oliveira, CRM/RS 31.244, RQE 19.987.