Há mulheres que gostam do volume das próprias mamas, mas se incomodam com a queda, com a pele frouxa ou com a aréola voltada para baixo. Para elas, a mastopexia sem prótese reorganiza o tecido que já existe e devolve a mama a uma posição mais alta, sem acrescentar implante.
Na Clínica Perfektion, em Porto Alegre, a consulta é o momento de entender o que incomoda você, examinar a mama e explicar com clareza o que a cirurgia pode mudar, quais cicatrizes ela deixa e quais limites o seu caso tem.
O que é a mastopexia sem prótese
A mastopexia, também chamada de lifting de mama, é a cirurgia que retira o excesso de pele, remodela a glândula e sobe a aréola para uma posição mais harmônica no tórax. Na versão sem prótese, o formato é construído apenas com o tecido da própria paciente. Em alguns casos, parte da glândula também é reduzida para equilibrar o conjunto.
O Termo de Consentimento da clínica descreve a mastopexia como um procedimento de natureza reparadora, que reestrutura a mama e retira a pele em excesso. Como não há implante, o volume final depende da quantidade de tecido que você já tem: se o desejo for também ganhar volume, a avaliação pode indicar a mastopexia com prótese.
Para quem é indicada
- Mamas caídas (ptose) com volume que agrada à paciente;
- Mulheres após gestação e amamentação, com pele frouxa;
- Pacientes após emagrecimento, com sobra de pele;
- Aréolas baixas, alargadas ou voltadas para baixo;
- Quem prefere não ter implante de silicone.
A indicação é individual e definida em consulta, com base na saúde geral, no peso, no tabagismo, nos exames das mamas e nas suas expectativas. Conheça também os limites: a mastopexia não corrige assimetrias já existentes de formato, volume ou posição das mamas e aréolas, que podem voltar a ficar aparentes com o tempo. Ela não aumenta o volume das mamas e, sem implante, o preenchimento da parte superior costuma ser mais discreto. Existe ainda um limite de segurança para a retirada de pele e tecido, que nem sempre corresponde ao desejo da paciente. A gravidade, as gestações, a menopausa e as variações de peso continuam influenciando a aparência das mamas.
Como é feita
A técnica depende do grau de queda e da quantidade de pele a retirar. O cirurgião reposiciona a glândula em uma posição mais alta, sobe a aréola e fecha a pele sobre o novo formato.
Cicatrizes
A cicatriz é permanente e proporcional ao excesso de pele retirado. Ela pode ficar só ao redor da aréola em quedas leves, ao redor da aréola com uma linha vertical em quedas moderadas, ou em formato de T invertido, com uma linha no sulco da mama, quando a sobra de pele é maior. O traçado é planejado para ficar o mais discreto possível dentro do que cada caso exige.
Anestesia e internação
A cirurgia é feita em hospital de referência de Porto Alegre. A anestesia é definida pelo médico anestesista. A duração e a internação variam conforme a técnica e a evolução de cada paciente; em geral, a permanência no hospital é curta, com alta a critério médico.
Recuperação: o que esperar
A recuperação é gradual. Organize a rotina para não depender de outras pessoas por cerca de duas semanas.
- Primeiros dias: repouso semi-sentado, sem ficar parada: pequenas caminhadas a cada três horas ajudam a circulação e reduzem o risco de trombose. O desconforto é controlado com a medicação prescrita.
- Primeiras semanas: modelador por cerca de 45 dias e meias antitrombóticas nos primeiros 10 dias. Não erguer os braços acima dos ombros e não dirigir por 15 dias. Os pontos são revistos entre 7 e 21 dias.
- Primeiro mês: sem esforço físico, movimentos bruscos ou carregar peso por 30 dias; depois, retorno gradual às atividades físicas conforme liberação médica.
- Dois meses: dormir de barriga para cima por pelo menos 60 dias e proteger as cicatrizes do sol nesse período.
- Meses seguintes: o inchaço cede, a mama se acomoda e as cicatrizes amadurecem e clareiam.
Ficar sem fumar por pelo menos 30 dias antes e depois da cirurgia, manter alimentação leve e comparecer a todas as revisões são cuidados que fazem diferença na cicatrização.
Fisioterapia na Perfektion
A Perfektion tem equipe própria de fisioterapia. O cuidado começa ainda no hospital, com fisioterapia respiratória e orientações para levantar, caminhar e se posicionar na cama sem forçar as mamas e os pontos. Depois da alta, a fisioterapia mecanicomoduladora é agendada a partir do quinto dia útil, no número de sessões indicado pela equipe, e acompanha os seus retornos: ajuda a controlar o inchaço, a cuidar das áreas endurecidas e a orientar o uso do modelador e o retorno aos movimentos dos braços.
O Termo de Consentimento registra que a fisioterapia é parte complementar do tratamento e que o resultado depende também da realização das sessões indicadas. Pedimos que a área operada não seja manipulada por equipes externas à clínica durante a recuperação.
Riscos e cuidados
Toda cirurgia envolve riscos, que reduzimos com avaliação cuidadosa, ambiente hospitalar e acompanhamento próximo. Na mastopexia sem prótese, o Termo de Consentimento destaca:
- alterações de sensibilidade da mama ou do mamilo, temporárias ou permanentes;
- alterações de cicatrização, como cicatriz alargada, hipertrófica, queloide ou manchas;
- assimetrias, inchaço prolongado, seroma, hematoma, infecção e abertura de pontos;
- sofrimento da pele ou da aréola por diminuição da circulação (necrose), que pode exigir procedimento complementar;
- riscos gerais de qualquer cirurgia, como reações à anestesia e trombose venosa, com risco de embolia pulmonar.
Quando necessário, um refinamento complementar é avaliado pela equipe nas consultas de retorno.
A obrigação da equipe médica é de meio: usamos os recursos técnicos e científicos disponíveis para chegar o mais perto possível do resultado planejado, mas cada organismo reage de um jeito e o resultado não pode ser prometido. Todos esses pontos são explicados em consulta e detalhados no Termo de Consentimento, que você lê com calma, tira as suas dúvidas e assina antes da cirurgia.
Cirurgia complementar
Toda cirurgia plástica pode exigir um complemento. Cada organismo cicatriza e responde de um jeito, e nem sempre o melhor resultado possível é alcançado já na primeira cirurgia. Por isso, pode ser indicada uma cirurgia complementar, um refinamento para aprimorar o resultado.
A indicação é sempre do Dr. Charles Farias, por critério técnico, e a cirurgia complementar pode ser realizada somente até 1 (um) ano da cirurgia principal. As condições estão previstas no contrato e são explicadas na consulta.
Perguntas frequentes
A mastopexia sem prótese diminui a mama?
O foco é levantar e remodelar, não reduzir. Como a pele em excesso é retirada e a glândula é reorganizada, a mama pode parecer um pouco menor ou mais firme. Quando a paciente também deseja reduzir de forma significativa, a indicação passa a ser a mamoplastia redutora.
Quando é melhor colocar prótese junto?
Quando, além da queda, há perda importante de volume, sobretudo na parte de cima da mama, e a paciente deseja mais preenchimento. Essa decisão é tomada em conjunto na consulta, a partir do exame e das suas expectativas.
Quanto tempo dura o resultado?
Não é possível prever. A gravidade continua agindo, e gestações, variações de peso e a menopausa alteram a aparência das mamas. Manter o peso estável e seguir as orientações do pós-operatório ajuda a preservar o resultado por mais tempo.
A cicatriz fica muito aparente?
A cicatriz é permanente e o tamanho depende da quantidade de pele retirada. Ela costuma ficar avermelhada nos primeiros meses e clarear com o tempo. Evitar o sol por 60 dias e seguir os cuidados indicados ajuda na qualidade da cicatriz, que também depende do seu organismo.
Posso amamentar depois?
Muitas mulheres conseguem, mas isso varia e não pode ser assegurado, porque a cirurgia envolve a glândula e a aréola. Se você ainda planeja engravidar, converse sobre o momento adequado para operar na consulta.
Em quanto tempo volto ao trabalho?
Depende da sua atividade. Trabalhos leves, sem esforço com os braços, costumam ser retomados após as primeiras semanas. Esforço físico e treinos ficam suspensos por cerca de 30 dias, com retorno gradual conforme a orientação médica.
Veja também
Conteúdo informativo, não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados são individuais. Responsável técnico: Dr. Charles Farias de Oliveira, CRM/RS 31.244, RQE 19.987.