As orelhas ficam nas laterais do rosto, mas chamam atenção quando se projetam demais ou têm um formato diferente do esperado. Para muitas pessoas, isso é motivo de incômodo desde a infância, com cabelo sempre solto para esconder, desconforto em fotos e, nas crianças, apelidos na escola. A otoplastia é a cirurgia que trata essas alterações de forma, posição e proporção das orelhas.
Na Clínica Perfektion, em Porto Alegre, a otoplastia começa por uma consulta cuidadosa: ouvimos o que incomoda você (ou o seu filho), examinamos as duas orelhas e explicamos com clareza o que a cirurgia pode e o que ela não pode mudar.
O que é a otoplastia
A otoplastia é a cirurgia plástica das orelhas. Ela corrige alterações na estrutura da cartilagem que, em geral, estão presentes desde o nascimento e ficam mais evidentes com o crescimento, como a orelha em abano (quando a orelha se afasta demais da cabeça) e a falta de algumas dobras naturais da cartilagem. Também pode tratar orelhas deformadas por lesões.
O objetivo é dar às orelhas uma forma natural, com equilíbrio e proporção em relação ao rosto. A cirurgia pode melhorar a forma, a posição e as proporções das orelhas, mas não corrige uma assimetria do corpo que já existia antes, e as duas orelhas, como os dois lados do rosto, nunca são idênticas.
Para quem é indicada
- Pessoas com orelhas em abano, afastadas da cabeça;
- Orelhas com pouca definição das dobras da cartilagem;
- Diferença visível de posição ou de forma entre as duas orelhas;
- Orelhas deformadas após trauma ou lesão;
- Crianças, a partir da idade em que a orelha já está próxima do tamanho adulto (em geral por volta dos 6 anos, a critério médico), sempre com o acompanhamento e a autorização dos pais ou responsáveis;
- Adultos que convivem com o incômodo há anos, já que não há idade máxima para a correção.
A indicação é sempre individual e definida em consulta. Com crianças, conversamos com a família e também com a própria criança: é importante que ela entenda, na medida da idade, o que será feito e que colabore com os cuidados depois. Vale saber desde já os limites: o médico trabalha dentro de uma margem de segurança na manipulação de pele e cartilagem, que nem sempre coincide com o desejo de quem opera, e a cirurgia não elimina assimetrias naturais do rosto.
Como é feita
Na maior parte dos casos, a incisão fica na parte de trás da orelha, no sulco entre a orelha e a cabeça, o que deixa a cicatriz bem escondida. Por essa via, o cirurgião remodela a cartilagem, cria ou reforça as dobras naturais e aproxima a orelha da cabeça, usando pontos internos. Quando necessário, uma pequena quantidade de pele é retirada.
O tipo de anestesia é definido pelo médico anestesista: em adultos pode ser local com sedação; em crianças, costuma ser anestesia geral. A cirurgia é feita em hospital de referência de Porto Alegre e, em geral, a alta acontece no mesmo dia. A duração varia conforme o caso e se uma ou as duas orelhas serão operadas.
Toda cirurgia deixa cicatriz permanente. Na otoplastia ela fica atrás da orelha e, com boa cicatrização, tende a ficar discreta, mas o aspecto final depende das características de cada organismo.
Recuperação: o que esperar
A recuperação da otoplastia é tranquila na maioria dos casos, mas exige disciplina com alguns cuidados, porque a cartilagem precisa de tempo para se firmar na nova posição.
- Primeiros dias: curativo e uso de bandana ou faixa sobre as orelhas, inchaço, sensação de pressão e desconforto controlado com a medicação prescrita. Repouso relativo, com pequenas caminhadas ao longo do dia.
- Até 15 dias: manter a bandana conforme a orientação (o termo prevê cerca de 15 dias), não dirigir e programar as atividades para não depender de outras pessoas por volta de duas semanas. Os pontos são retirados entre 7 e 21 dias.
- Até 30 dias: evitar esforço físico, movimentos bruscos, levantar peso e atividade física, salvo liberação médica.
- Até 60 dias: dormir de barriga para cima, sem apoiar as orelhas no travesseiro, e evitar exposição ao sol.
- Meses seguintes: o inchaço residual diminui aos poucos e o contorno se acomoda.
Também vale evitar álcool e refeições pesadas nos primeiros dias e manter o curativo limpo e seco. Para crianças, recomendamos combinar com a escola a volta às aulas e evitar brincadeiras de contato no período orientado.
Fisioterapia na Perfektion
A Perfektion tem equipe própria de fisioterapia, que acompanha as pacientes desde o hospital. Na otoplastia, o papel dessa equipe é mais de orientação: como posicionar a cabeça para dormir, como lidar com a bandana e com o inchaço e quando retomar as atividades. Esse acompanhamento segue nos retornos, junto com a equipe médica, de acordo com a evolução de cada paciente.
Riscos e cuidados
Como toda cirurgia, a otoplastia tem riscos, que procuramos reduzir com avaliação cuidadosa, técnica adequada e acompanhamento próximo. O mais característico é a recidiva: a cartilagem tem uma espécie de "memória" e, em parte dos casos, a orelha pode voltar a se afastar com o tempo. Também podem ocorrer:
- inchaço, hematoma, dor e alteração temporária da sensibilidade;
- assimetria entre as orelhas;
- rejeição ou exposição de pontos internos;
- alterações de cicatrização, como queloide ou cicatriz alargada;
- infecção e riscos próprios da anestesia, que são raros.
Em alguns casos, uma cirurgia complementar pode ser indicada. A obrigação do médico é de meio: empregar a técnica e o cuidado adequados, sem promessa de resultado, que depende também do organismo, da cicatrização e dos cuidados no pós-operatório. Tudo isso é explicado e detalhado no Termo de Consentimento, assinado antes da cirurgia (no caso de crianças, pelos responsáveis).
Cirurgia complementar
Toda cirurgia plástica pode exigir um complemento. Cada organismo cicatriza e responde de um jeito, e nem sempre o melhor resultado possível é alcançado já na primeira cirurgia. Por isso, pode ser indicada uma cirurgia complementar, um refinamento para aprimorar o resultado.
A indicação é sempre do Dr. Charles Farias, por critério técnico, e a cirurgia complementar pode ser realizada somente até 1 (um) ano da cirurgia principal. As condições estão previstas no contrato e são explicadas na consulta.
Perguntas frequentes
Com que idade a criança pode fazer otoplastia?
Em geral a partir dos 6 anos, quando a orelha já está próxima do tamanho adulto, mas a decisão é individual e tomada em consulta, com os pais ou responsáveis. Também consideramos se a criança entende e aceita a cirurgia e se conseguirá seguir os cuidados.
Adulto também pode operar?
Sim. Não há idade máxima para a otoplastia. A avaliação considera a saúde geral, o formato das orelhas e as expectativas de cada pessoa.
A cicatriz aparece?
A incisão costuma ficar atrás da orelha, no sulco com a cabeça, onde tende a ficar discreta. Toda cirurgia deixa cicatriz permanente, e o aspecto final depende da cicatrização de cada organismo.
Quanto tempo uso a bandana?
O termo de consentimento prevê o uso de bandana ou faixa por cerca de 15 dias, e a equipe orienta como e quando usar em cada fase da recuperação.
A orelha pode voltar a ficar em abano?
Pode. A cartilagem tem uma memória de forma, e em parte dos casos a orelha volta a se afastar com o tempo. Seguir os cuidados, principalmente com a bandana e com a posição para dormir, ajuda a reduzir esse risco.
Quando posso voltar à escola ou ao trabalho?
Atividades leves costumam ser retomadas após cerca de duas semanas, conforme a evolução. Esforço físico e esportes ficam suspensos por pelo menos 30 dias, ou pelo prazo que o médico indicar.
Veja também
Conteúdo informativo, não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados são individuais. Responsável técnico: Dr. Charles Farias de Oliveira, CRM/RS 31.244, RQE 19.987.