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AS DÚVIDAS DOS IMPLANTES DE SILICONE

18/10/2015, por Dr. Charles Farias

 

Mesmo sendo uma das cirurgias mais requisitados pela ala feminina, muita gente têm dúvidas sobre implante de silicone.

Seja da mais simples a mais técnica, nenhuma questão pode ser deixada para trás! Separamos algumas perguntas frequentes do dia-a-dia do consultório.

  • Há riscos na cirurgia para a colocação dos implantes?

A cirurgia de colocação de implantes é um procedimento relativamente seguro, mas como qualquer outra cirurgia há riscos específicos associados ao procedimento.

  • Posso dormir de bruços após colocar silicone?

No primeiros 10 dias após a cirurgia, recomenda-se dormir apenas de barriga para cima ou de lado, para não causar desconforto ou mesmo dor.

  • Que cuidados devo ter no pós-operatório?

Para que a recuperação seja positiva, é indicado fazer repouso na primeira semana, evitar movimentos bruscos com os braços - principalmente, não levá-los acima dos ombros -, assim como não pegar peso e não fazer exercícios físicos por pelo menos 15 dias. Outra recomendação é fazer uso do sutiã especial durante um mês, evitar o sol pelo mesmo tempo e dar início nas sessões de drenagem linfática logo na primeira semana.

  • Quando posso voltar a fazer ginástica?

Exercícios pesados que envolvam os braços só são liberados após dois meses. Já os que mexem apenas com membros inferiores podem ser reiniciados depois de 15 dias, desde que a paciente seja liberada pelo médico.

  • O risco de ter câncer aumenta com os implantes?

Não há nenhuma evidência científica de que a prótese de silicone aumente o risco da doença.

  • Perderei a sensibilidade nos seios após a cirurgia?

A colocação do implante não irá interferir nos nervos do mamilo ou do seio, porém, em algumas pessoas, que já possuem tendência a perder a sensibilidade isso pode acontecer.

  • No caso de uma gravidez, o resultado da cirurgia ficará prejudicado?

É difícil prever os efeitos devido ao ganho de peso que varia de pessoa para pessoa. Por isso, quanto maior o controle de peso durante a gestação melhor.

  • Vou poder amamentar depois?

Elas não modificam ou lesam os canalículos que levam o leite até os mamilos, já que são colocadas atrás das glândulas mamárias ou atrás do músculo.

  • Qual a idade mínima para implantar silicone?

Após os 17 anos, a mama já está formada e o implante de próteses de silicone pode ser feito.

  • As próteses de silicone têm prazo de validade?

Não é possível especificar este tempo devido a reação individual de cada corpo humano. Os implantes podem permanecer no seu corpo por dez, 15, 20 anos ou mais.

  • A flacidez pode ser corrigida com prótese?

Essa correção só é possível se você apresentar uma leve flacidez. Nos casos mais severos, é necessário fazer uma intervenção mais profunda aliando o implante da prótese com o tratamento para eliminar o excesso de pele.

MITOS E VERDADES SOBRE A MAMOGRAFIA E OS IMPLANTES DE SILICONE

01/10/2015, por Dr. Charles Farias

 

A mamografia dói?

Para realizar a mamografia é necessário comprimir moderadamente as mamas. Essa medida visa espalhar as estruturas da mama, evitando que se sobreponham e gerem imagens duvidosas, também reduz a quantidade de radiação necessária para a produção da imagem.  Nem todas as mulheres sentem dor quando fazem a mamografia, mas algumas se queixam de algum tipo de desconforto provocado pela compressão da mama. Para melhorar esse desconforto sugerimos que você realize sua mamografia no período logo após a menstruação, quando as mamas já não estão tão sensíveis.

O implante de silicone atrapalha a realização do exame?

Não. As mamografias podem ser realizadas nas pacientes com implantes, sem prejuízo para os mesmos.
No entanto é essencial que a paciente avise a técnica que vai realizar a mamografia a respeito da presença dos implantes. Isso fará com que a técnica utilize uma compressão menor nas radiografias, para evitar que ocorra ruptura do implante. Além disso, para que a avaliação do tecido mamário seja adequada, nas pacientes com implantes são realizadas as quatro incidências habituais do exame de mamografia e depois mais quatro incidências adicionais com afastamento do implante.

As próteses podem retardar o diagnóstico do câncer de mama?

Não. Há estudos que associam a presença da prótese mamária a uma pequena redução da sensibilidade da mamografia, fazendo com que possíveis lesões detectáveis pela mamografia sejam descobertas mais tarde em relação a pacientes que não tem prótese. No entanto, estudo recente publicado no “JAMA” (Jornal da Associação Médica Americana), mostrou que esse atraso na detecção das lesões mamárias não influiu nas chances de cura e na sobrevida das pacientes com prótese. Em caso de dúvida na mamografia a paciente com prótese pode se beneficiar da correlação com exame de ultrassonografia e/ou de ressonância magnética.
Por outro lado, foi publicado um trabalho na revista Plastic and Reconstructive Surgery, onde o autor avaliou mais de 4000 mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama e comparou o grupo com prótese ao grupo sem prótese quanto a incidência, momento do diagnóstico e tamanho do tumor. O resultado observado foi que a incidência de câncer e o momento do diagnóstico foram semelhantes nos dois grupos avaliados, porém, nas pacientes com prótese observou-se que os tumores foram detectados em um tamanho menor que nas pacientes sem prótese. Os autores concluíram que a presença da prótese de silicone serviria como um anteparo no momento do autoexame e aumentaria a sensibilidade na palpação de tumores menores.

Quem tem prótese é mais propensa a desenvolver câncer de mama?

Não. Há vários trabalhos científicos que avaliaram mulheres com e sem implante de silicone e mostraram que a incidência de câncer de mama é semelhante nos dois grupos.

Quais os exames que toda mulher que tem silicone deve fazer?

Independente da mulher possuir ou não implantes de silicone, o rastreamento do câncer de mama em mulheres assintomáticas e sem história familiar de câncer de mama deve ser feito com mamografia, realizando-se uma mamografia aos 35 anos, e aí, a partir dos 40 anos, mamografias anuais. Nos casos de mulheres com risco aumentado para câncer de mama pode-se iniciar o rastreamento em uma idade mais precoce e associar a ultrassonografia e/ou ressonância magnética.

Qual exame posso fazer para avaliar a integridade do implante?

Para avaliar a integridade do implante, o exame mais indicado é a ressonância magnética. No caso de não ter acesso a esse exame pode-se utilizar a ultrassonografia,que quando realizada cuidadosamente por um profissional experiente também tem boa sensibilidade para detectar rupturas

MITOS E VERDADES SOBRE OS IMPLANTES MAMÁRIOS

03/08/2015, por Dr. Charles Farias

Nos últimos anos ultrapassamos a marca dos 1000 implantes mamários. Desta forma, podemos afirmar que a mamoplastia de aumento é o nosso procedimento cirúrgico mais popular. Um dos mitos que sempre discutimos com nossas pacientes é se as próteses de mama deverão ser colocadas abaixo do musculo peitoral ou acima do musculo peitoral.

Por definição abaixo da glândula mamária (subglandular), abaixo da fáscia do músculo peitoral (subfascial) ou abaixo do músculo em si (submuscular ou retropeitoral).

O plano subglandular é o mais utilizado por ser o mais fácil de descolar e por permitir uma boa hemostasia durante a cirurgia (controle do sangramento). A dor e o desconforto no pós-operatório são mínimos e duram poucos dias. A desvantagem deste plano é que em pacientes muito magras e sem nenhum tecido mamário a prótese pode ficar muito visível. E, além do resultado poder se tornar artificial, existe sempre a possibilidade de se formarem pequenas dobras (rippling). Quando há tecido mamário suficiente, estas ondulações não aparecem, mas quando a paciente não tem nenhum volume mamário ou bem pouco, indica-se a colocação no plano submuscular.

O plano subfascial utiliza uma membrana que reveste o músculo peitoral, chamada de fáscia peitoral, para “hospedar” a futura prótese.  O sangramento é igual ao do plano subglandular porém a dissecção desta fáscia é mais difícil, tornando a cirurgia um pouco mais demorada. Uma eventual vantagem deste plano seria um resultado mais duradouro, pois a ptose mamária (caimento) demoraria mais para acontecer, devido a hipotética sustentação que a fáscia oferece. Em relação às pacientes muito magras e sem glândula, a fáscia também ofereceria uma barreira a mais para evitar o aparecimento do rippling (ondulação). Na prática esta técnica é pouco utilizada pelos médicos no Brasil, porque o índice de ondulações é alto também.

O plano submuscular é o mais utilizado depois do plano subglandular.  As indicações para se colocar a prótese neste plano são as paciente muito magras que precisam de uma barreira a mais entre a pele e o implante para que este não se torne visível e as pacientes com forte história de câncer de mama na família e que precisam de uma barreira entre a glândula mamária e a prótese em si, pois eventuais puncões para biópsias podem ser indicadas

A desvantagem do plano submuscular é a dor ou desconforto no pós-operatório. Há uma necessidade maior de analgésicos e as restrições como dirigir ou fazer exercícios duram mais tempo.

Enfim, cada plano cirúrgico, tem os prós e os contras. Por isso, cabe a conversa entre o cirurgião e a paciente para definir o melhor plano para você. 

Silicone sem mistérios

21/05/2015, por Dr. Charles

Os implantes de silicone mamário já ultrapassaram os 50 anos de uso. Esse é o procedimento mais popular dentre as cirurgias plástica realizadas por nossa clinica.

Lembro muito bem da minha primeiro implante mamário que foi um par de implantes de 175 ml. E, modéstia parte, foi um belíssimo resultado. Porém os anos se passaram, os implantes aumentaram e a média do tamanho hoje é o dobro do volume.

Hoje, o volume médio fica próximo de 350 ml de silicone. Os implantes evoluíram não só em tamanho, perfil, e composição do implante. Os implantes estão mais cônico, isto é, com uma base menor e maior projeção. São denominados implantes super altos, ultra altos ou cônicos, dependendo da marca do implante utilizado.

A incisão para a colocação dos implantes, podem ser submamários (inferior a mama), periareolar (ao redor da aréola) ou transaxilar. A melhor opção depende de cada paciente, do corpo, do tamanho da aréola, do estilo de vida. Enfim, é uma escolha feita caso a caso.

Determinar o tamanho do implante é causa de maior ansiedade da paciente. No consultório, algumas frases se repetem:

"Não quero enorme, mas quero que faça uma diferença"

"Minha amiga colocou 350 ml e eu acho enorme"

Mas, a realidade é que cada pessoa tem uma estrutura diferente da outra. Formato da mama, quantidade de pele, peso e altura. Assim, determinar o tamanho depende de cada paciente. E, 9 em cada 10 mulheres, depois de colocar os implantes, dizem a seguinte frase

"poderia ter colocado um pouquinho maior ..."

Então, o importante é compreender que cada pessoa tem um biotipo e a escolha do procedimento é individualizado e único. Lembre-se que você é única e cada caso é um caso.

DICA:

Faça a consulta, questione, discuta com seu médico os tamanhos, anote suas dúvidas e boa sorte! Bem-vinda ao mundo das turbinadas!