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MITOS E VERDADES SOBRE OS IMPLANTES MAMÁRIOS

03/08/2015, por Dr. Charles Farias

Nos últimos anos ultrapassamos a marca dos 1000 implantes mamários. Desta forma, podemos afirmar que a mamoplastia de aumento é o nosso procedimento cirúrgico mais popular. Um dos mitos que sempre discutimos com nossas pacientes é se as próteses de mama deverão ser colocadas abaixo do musculo peitoral ou acima do musculo peitoral.

Por definição abaixo da glândula mamária (subglandular), abaixo da fáscia do músculo peitoral (subfascial) ou abaixo do músculo em si (submuscular ou retropeitoral).

O plano subglandular é o mais utilizado por ser o mais fácil de descolar e por permitir uma boa hemostasia durante a cirurgia (controle do sangramento). A dor e o desconforto no pós-operatório são mínimos e duram poucos dias. A desvantagem deste plano é que em pacientes muito magras e sem nenhum tecido mamário a prótese pode ficar muito visível. E, além do resultado poder se tornar artificial, existe sempre a possibilidade de se formarem pequenas dobras (rippling). Quando há tecido mamário suficiente, estas ondulações não aparecem, mas quando a paciente não tem nenhum volume mamário ou bem pouco, indica-se a colocação no plano submuscular.

O plano subfascial utiliza uma membrana que reveste o músculo peitoral, chamada de fáscia peitoral, para “hospedar” a futura prótese.  O sangramento é igual ao do plano subglandular porém a dissecção desta fáscia é mais difícil, tornando a cirurgia um pouco mais demorada. Uma eventual vantagem deste plano seria um resultado mais duradouro, pois a ptose mamária (caimento) demoraria mais para acontecer, devido a hipotética sustentação que a fáscia oferece. Em relação às pacientes muito magras e sem glândula, a fáscia também ofereceria uma barreira a mais para evitar o aparecimento do rippling (ondulação). Na prática esta técnica é pouco utilizada pelos médicos no Brasil, porque o índice de ondulações é alto também.

O plano submuscular é o mais utilizado depois do plano subglandular.  As indicações para se colocar a prótese neste plano são as paciente muito magras que precisam de uma barreira a mais entre a pele e o implante para que este não se torne visível e as pacientes com forte história de câncer de mama na família e que precisam de uma barreira entre a glândula mamária e a prótese em si, pois eventuais puncões para biópsias podem ser indicadas

A desvantagem do plano submuscular é a dor ou desconforto no pós-operatório. Há uma necessidade maior de analgésicos e as restrições como dirigir ou fazer exercícios duram mais tempo.

Enfim, cada plano cirúrgico, tem os prós e os contras. Por isso, cabe a conversa entre o cirurgião e a paciente para definir o melhor plano para você.