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MITOS E VERDADES SOBRE A MAMOGRAFIA E OS IMPLANTES DE SILICONE

01/10/2015, por Dr. Charles Farias

 

A mamografia dói?

Para realizar a mamografia é necessário comprimir moderadamente as mamas. Essa medida visa espalhar as estruturas da mama, evitando que se sobreponham e gerem imagens duvidosas, também reduz a quantidade de radiação necessária para a produção da imagem.  Nem todas as mulheres sentem dor quando fazem a mamografia, mas algumas se queixam de algum tipo de desconforto provocado pela compressão da mama. Para melhorar esse desconforto sugerimos que você realize sua mamografia no período logo após a menstruação, quando as mamas já não estão tão sensíveis.

O implante de silicone atrapalha a realização do exame?

Não. As mamografias podem ser realizadas nas pacientes com implantes, sem prejuízo para os mesmos.
No entanto é essencial que a paciente avise a técnica que vai realizar a mamografia a respeito da presença dos implantes. Isso fará com que a técnica utilize uma compressão menor nas radiografias, para evitar que ocorra ruptura do implante. Além disso, para que a avaliação do tecido mamário seja adequada, nas pacientes com implantes são realizadas as quatro incidências habituais do exame de mamografia e depois mais quatro incidências adicionais com afastamento do implante.

As próteses podem retardar o diagnóstico do câncer de mama?

Não. Há estudos que associam a presença da prótese mamária a uma pequena redução da sensibilidade da mamografia, fazendo com que possíveis lesões detectáveis pela mamografia sejam descobertas mais tarde em relação a pacientes que não tem prótese. No entanto, estudo recente publicado no “JAMA” (Jornal da Associação Médica Americana), mostrou que esse atraso na detecção das lesões mamárias não influiu nas chances de cura e na sobrevida das pacientes com prótese. Em caso de dúvida na mamografia a paciente com prótese pode se beneficiar da correlação com exame de ultrassonografia e/ou de ressonância magnética.
Por outro lado, foi publicado um trabalho na revista Plastic and Reconstructive Surgery, onde o autor avaliou mais de 4000 mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama e comparou o grupo com prótese ao grupo sem prótese quanto a incidência, momento do diagnóstico e tamanho do tumor. O resultado observado foi que a incidência de câncer e o momento do diagnóstico foram semelhantes nos dois grupos avaliados, porém, nas pacientes com prótese observou-se que os tumores foram detectados em um tamanho menor que nas pacientes sem prótese. Os autores concluíram que a presença da prótese de silicone serviria como um anteparo no momento do autoexame e aumentaria a sensibilidade na palpação de tumores menores.

Quem tem prótese é mais propensa a desenvolver câncer de mama?

Não. Há vários trabalhos científicos que avaliaram mulheres com e sem implante de silicone e mostraram que a incidência de câncer de mama é semelhante nos dois grupos.

Quais os exames que toda mulher que tem silicone deve fazer?

Independente da mulher possuir ou não implantes de silicone, o rastreamento do câncer de mama em mulheres assintomáticas e sem história familiar de câncer de mama deve ser feito com mamografia, realizando-se uma mamografia aos 35 anos, e aí, a partir dos 40 anos, mamografias anuais. Nos casos de mulheres com risco aumentado para câncer de mama pode-se iniciar o rastreamento em uma idade mais precoce e associar a ultrassonografia e/ou ressonância magnética.

Qual exame posso fazer para avaliar a integridade do implante?

Para avaliar a integridade do implante, o exame mais indicado é a ressonância magnética. No caso de não ter acesso a esse exame pode-se utilizar a ultrassonografia,que quando realizada cuidadosamente por um profissional experiente também tem boa sensibilidade para detectar rupturas

ALERTA QUEIMADURAS

27/06/2015, por Dr. Charles Farias

Em época de festas juninas, em que são comuns fogueiras, balões e fogos de artifício, aumenta o número de casos de queimaduras.

Queimaduras são lesões na pele provocadas geralmente pelo calor, mas também podem ser causadas pelo frio, determinados produtos químicos, radiações, eletricidade e até fricções. Podem atingir apenas a camada mais superficial da pele ou a mais profunda, comprometendo também músculos e ossos.

A seguir, veja como identificar e tratar os tipos de queimaduras:

— Queimaduras de 1o  grau:

Atingem a cama mais superficial da pele. A lesão em geral apresenta rubor (aspecto avermelhado), calor e é dolorosa.

Faça compressas frias nas primeiras horas após sua ocorrência. Não coloque pasta de dente ou manteiga em nenhuma hipótese. Use óleo mineral ou vaselina líquida para manter a queimadura hidrata; tome analgésico se necessário e use filtro solar.

— Queimaduras de 2o grau superficiais:

Geram bolhas e muita dor. As bolhas devem ser drenadas, mas não retiradas, pois servem como curativos biológicos. O procedimento deve, de preferência, ser realizado por um médico.

Após o rompimento das bolhas, o curativo deve ser feito com sulfadiazina de prata ou nitrato de cério. Limpe o local com água corrente e clorexitina. Após a cicatrização, use filtro solar para evitar manchas.

— Queimaduras de 2o grau profundas:

São menos dolorosas. As bolhas são brancas e secas.

O tratamento é semelhante ao da queimadura de 3o grau.

— Queimaduras de 3o grau:

Apesar de acometerem todas as camadas da pele, são indolores. Podem atingir os músculos e causar deformidades graves.

Na maioria das vezes, há necessidade de internação hospitalar, pois em geral causam manifestações sistêmicas, como desequilíbrio dos níveis de sódio, potássio e/ou cálcio e desidratação; muitas vezes é preciso retirar os tecidos necrosados e realizar limpeza e enxertos.

Se acometerem regiões como rosto, mãos, genitália, pés e vias aéreas superiores ou forem causadas por fontes elétricas, procure imediatamente um serviço de emergência hospitalar.

Para evitar as queimaduras, tenha cuidado ao acender a fogueira e evite brincadeiras próximas a ela. Utilize apenas fogos de artifícios comprados em locais autorizados e tenha cuidado ao manuseá-los. Mantenha as crianças longe do fogo e de materiais inflamáveis 

COM A PROXIMIDADE DO INVERNO, CHEGAMOS A ESTAÇÃO DOS PEELINGS

05/06/2015, por Dr. Charles Farias

Peeling

O inverno é a melhor época para fazer tratamentos de renovação celular, como os peelings químicos. Eles são um tipo de procedimento capaz de corrigir marcas, manchas e muitas das alterações decorrentes do envelhecimento. Além disso, melhoram a aparência e a qualidade da pele. 

Com a ausência do sol forte durante a estação fria do ano, fica mais fácil clarear essas manchas e reduzir pequenas imperfeições que, muitas vezes, são adquiridas no verão, pelo excesso de exposição à luz solar. 

O peeling á antigo. Há relatos que remetem à Antiguidade, quando Cleópatra se banhava com leite azedo (ácido lático). As mulheres da Idade Média usavam vinho azedo (ácido tartárico) para promover uma pele limpa, acetinada e rosada. Mas somente a partir do fim de 1800 é que os peelings chegaram à Medicina - e os médicos passaram a usá-los de forma científica para o tratamento da pele, com substâncias como o ácido salicílico, o resorcinol, o fenol e o ácido tricloroacético (ATA). 

Hoje eles estão divididos em peelings químicos superficiais, médios e profundos, de acordo com o nível que atingem na espessura da pele. Isso determina uma menor ou maior renovação da derme. Saiba como são, para que servem e qual o melhor para o seu caso. 

PEELINGS QUÍMICOS SUPERFICIAIS 
São os que determinam uma aplicação sucessiva que pode variar de 7 dias a 1 mês; não necessitam de nenhum tipo de anestesia; as complicações médicas são raras e têm indicação nas peles com acne, alguns tipos de manchas leves e envelhecimento discretíssimo, que pode ocorrer já a partir dos 25 anos de idade. As substâncias envolvidas mais comuns são ATA, ácido salicílico, ácido retinoico e ácido glicólico. 

Durante a aplicação pode haver um leve ardor tolerável e discreta vermelhidão, dependendo da substância em questão. Nos 3 a 4 dias subsequentes, uma descamação aceitável, corrigida com hidratantes e o uso imperativo do filtro solar, elemento obrigatório na recuperação de todos os tipos de peeling. Novidade nessa área, principalmente para quem quer eliminar manchas e rejuvenescer, é o método Melanin Care: consiste no uso de dois tipos de cremes despigmentantes de uso diário pelo paciente em casa, associados à realização de 4 a 5 peelings, semanais. Não esquecendo da manutenção dos resultados, obtida com a não-exposição solar e o uso correto de filtros solares. 

PEELINGS QUÍMICOS MÉDIOS 
De aplicação semestral, podem necessitar algum tipo de anestesia, dependendo da tolerabilidade à dor de cada um - desde um creme anestésico, passado de 30 minutos a 1 hora antes da sessão, até sedação leve ou bloqueio anestésico da área a ser tratada. As complicações do método são também raras, mas pode haver um aumento mais pronunciado das manchas ou vermelhidão prolongada da pele. Dermes que apresentam envelhecimento mais pronunciado, com sardas e manchas, se beneficiam muito desse tipo de peeling. As substâncias envolvidas são ATA (uma versão mais potente do que a usada nos peelings superficiais) e fenol sem oclusão, isto é, sem cobrir com nenhum tipo de curativo a região tratada com essa substância. A recuperação da pele, nesses casos, se dá, em média, em 10 dias, pois existe a formação de uma crosta de aspecto amarronzado, que se destacará nesse período e dará lugar a uma pele avermelhada, que paulatinamente retornará, em um mês, ao seu estado natural. 

PEELINGS QUÍMICOS PROFUNDOS 
Sempre efetuados sob sedação, com algum tipo de anestesia local ou geral, são mais indicados para aquelas peles bem claras e que tenham um grau acentuado de envelhecimento e manchas, a partir dos 50 ou 60 anos de idade. O ideal é que sejam feitos com monitoração cardíaca da pessoa que está sendo submetida ao peeling - pelas possíveis complicações com a absorção da substância que é utilizada sob oclusão, o fenol. Ele é aplicado sobre a pele e deixado com curativo por 24 a 48 horas, quando então é removido. Há inchaço e eliminação importantes de líquidos pela pele, seguidos por formação de uma crosta grossa e marrom que terá seu destacamento total numa média de 15 dias. Na sequência, uma vermelhidão ocorrerá por, no mínimo, de 2 a 3 meses após a realização do peeling. 
 

Com essas dicas você já está apto(a) a entender o que seu médico terá a lhe oferecer como tratamento de pele e peeling químico neste inverno - momento ideal, pois os dias mais frios garantem uma recuperação mais rápida, com menos riscos de surgirem manchas e inchaço.