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TRANSPLANTE DE FACE

07/06/2015, por Dr. Charles Farias

 

 

Sempre me emociona ver a evolução da cirurgia plástica. Aos 37 anos, o americano Richard Norris realizou o transplante de rosto mais complexo até agora, refazendo a face desfigurada por um acidente com arma de fogo. Neste mês, dois anos após a cirurgia, Norris deu uma entrevista para a revista masculina "GQ" em que conta sobre sua nova vida, as dificuldades com os medicamentos e a nova namorada - que conheceu por causa do transplante. 

Pelo resto da vida, Norris terá que tomar cinco comprimidos por dia para manter o sistema imunológico com 50% da força: forte o suficiente para evitar vírus e bactérias comuns, mas não tão forte para atacar a nova face. Ele também visita os médicos todos os meses e deve evitar qualquer coisa que atinja o corpo como fumar ou tomar muito sol.

"O Richard é um rato de laboratório. (...) Eu não acho que ele vá um dia ser capaz de trabalhar em uma vida normal. Ele passa seu tempo nos hospitais, com todos apontando para ele, estudando-o. Um chefe não quer alguém que ficará ausente 99% do tempo", diz a mãe de Richard, Sandra, que também disse à revista que eles estão "abaixo da linha da pobreza".

A operação de 36 horas de duração, feita entre 19 e 20 março de 2012 no Centro Médico da Universidade de Maryland (leste dos EUA), foi "o transplante de rosto mais extenso realizado até agora, incluindo as duas mandíbulas, dentes e língua". "O transplante incluiu todos os tecidos moles do rosto, do couro cabeludo até o pescoço, inclusive os músculos subjacentes, que permitem as expressões faciais e os nervos sensoriais e motores", explicou o chefe da equipe de cirurgiões, doutor Eduardo Rodríguez.

Durante os últimos 15 anos, Norris viveu recluso, usando uma máscara cirúrgica, fazendo compras durante a noite para evitar os olhares dos outros. Agora é possível levar uma vida normal. Americano celebra nova vida após se recuperar de transplante de face. 

COM A PROXIMIDADE DO INVERNO, CHEGAMOS A ESTAÇÃO DOS PEELINGS

05/06/2015, por Dr. Charles Farias

Peeling

O inverno é a melhor época para fazer tratamentos de renovação celular, como os peelings químicos. Eles são um tipo de procedimento capaz de corrigir marcas, manchas e muitas das alterações decorrentes do envelhecimento. Além disso, melhoram a aparência e a qualidade da pele. 

Com a ausência do sol forte durante a estação fria do ano, fica mais fácil clarear essas manchas e reduzir pequenas imperfeições que, muitas vezes, são adquiridas no verão, pelo excesso de exposição à luz solar. 

O peeling á antigo. Há relatos que remetem à Antiguidade, quando Cleópatra se banhava com leite azedo (ácido lático). As mulheres da Idade Média usavam vinho azedo (ácido tartárico) para promover uma pele limpa, acetinada e rosada. Mas somente a partir do fim de 1800 é que os peelings chegaram à Medicina - e os médicos passaram a usá-los de forma científica para o tratamento da pele, com substâncias como o ácido salicílico, o resorcinol, o fenol e o ácido tricloroacético (ATA). 

Hoje eles estão divididos em peelings químicos superficiais, médios e profundos, de acordo com o nível que atingem na espessura da pele. Isso determina uma menor ou maior renovação da derme. Saiba como são, para que servem e qual o melhor para o seu caso. 

PEELINGS QUÍMICOS SUPERFICIAIS 
São os que determinam uma aplicação sucessiva que pode variar de 7 dias a 1 mês; não necessitam de nenhum tipo de anestesia; as complicações médicas são raras e têm indicação nas peles com acne, alguns tipos de manchas leves e envelhecimento discretíssimo, que pode ocorrer já a partir dos 25 anos de idade. As substâncias envolvidas mais comuns são ATA, ácido salicílico, ácido retinoico e ácido glicólico. 

Durante a aplicação pode haver um leve ardor tolerável e discreta vermelhidão, dependendo da substância em questão. Nos 3 a 4 dias subsequentes, uma descamação aceitável, corrigida com hidratantes e o uso imperativo do filtro solar, elemento obrigatório na recuperação de todos os tipos de peeling. Novidade nessa área, principalmente para quem quer eliminar manchas e rejuvenescer, é o método Melanin Care: consiste no uso de dois tipos de cremes despigmentantes de uso diário pelo paciente em casa, associados à realização de 4 a 5 peelings, semanais. Não esquecendo da manutenção dos resultados, obtida com a não-exposição solar e o uso correto de filtros solares. 

PEELINGS QUÍMICOS MÉDIOS 
De aplicação semestral, podem necessitar algum tipo de anestesia, dependendo da tolerabilidade à dor de cada um - desde um creme anestésico, passado de 30 minutos a 1 hora antes da sessão, até sedação leve ou bloqueio anestésico da área a ser tratada. As complicações do método são também raras, mas pode haver um aumento mais pronunciado das manchas ou vermelhidão prolongada da pele. Dermes que apresentam envelhecimento mais pronunciado, com sardas e manchas, se beneficiam muito desse tipo de peeling. As substâncias envolvidas são ATA (uma versão mais potente do que a usada nos peelings superficiais) e fenol sem oclusão, isto é, sem cobrir com nenhum tipo de curativo a região tratada com essa substância. A recuperação da pele, nesses casos, se dá, em média, em 10 dias, pois existe a formação de uma crosta de aspecto amarronzado, que se destacará nesse período e dará lugar a uma pele avermelhada, que paulatinamente retornará, em um mês, ao seu estado natural. 

PEELINGS QUÍMICOS PROFUNDOS 
Sempre efetuados sob sedação, com algum tipo de anestesia local ou geral, são mais indicados para aquelas peles bem claras e que tenham um grau acentuado de envelhecimento e manchas, a partir dos 50 ou 60 anos de idade. O ideal é que sejam feitos com monitoração cardíaca da pessoa que está sendo submetida ao peeling - pelas possíveis complicações com a absorção da substância que é utilizada sob oclusão, o fenol. Ele é aplicado sobre a pele e deixado com curativo por 24 a 48 horas, quando então é removido. Há inchaço e eliminação importantes de líquidos pela pele, seguidos por formação de uma crosta grossa e marrom que terá seu destacamento total numa média de 15 dias. Na sequência, uma vermelhidão ocorrerá por, no mínimo, de 2 a 3 meses após a realização do peeling. 
 

Com essas dicas você já está apto(a) a entender o que seu médico terá a lhe oferecer como tratamento de pele e peeling químico neste inverno - momento ideal, pois os dias mais frios garantem uma recuperação mais rápida, com menos riscos de surgirem manchas e inchaço.